28 junho 2013

A Ninfeta e o Sátiro (Ou Dolores, Dolly, Lola, Lô, Lolita!)




Doce Dolores Haze, com tuas soquetes brancas e batom vermelho.
Apenas não entendo tua tristeza refletida no espelho.

Doce Lolita minha...
Não entendes que eu quero proteger-te dessa gente mesquinha?!

E agora que tua mãe descansa no Paraíso das Baleias,
Poderei ouvir para sempre o canto das sereias...

Dolly, ma chérie...
Ma vie sera une délicieuse folie...

E eu serei teu papai.
Serei o teu leal samurai.

Je serai ton ange gardien, ma belle protegée.
Avec toi ma bonheur est arrivée.

Afastar-te-ei daqueles garotos vampiros.
Viajaremos por todo este país visitando seus tesouros.

...

E pensar que estes sonhos primaveris sucumbiram rápido demais.
Senhores membros do júri, não me arrependerei jamais!

Devolvam-me a beleza pubescente que me foi roubada!
Lolita, minha doce Lolita, minha eterna namorada...

22 junho 2013

Abraçando (literalmente) a oportunidade



Sabe aquela sensação de que você está resolvendo uma questão de um teste de um concurso público, e, de repente, você encontra a resposta e até sorri?! A pergunta podia até nem ser tão difícil assim. Mas você corre para anotar a resposta em algum lugar antes que a esqueça. O amor é algo parecido! É OPORTUNIDADE, e não OPORTUNISTA. Você está tentando resolver um aspecto da sua vida, e, de repente, de supetão, encontra a solução, personificada, no caso; encontra a peça que faltava. Para não deixar a solução “fugir” – como cortesias para festas, ônibus e dinheiro, a solução sempre foge - você tem que guardá-la, armazená-la, antes que esqueça que na vida o mais importante é amar, e procedendo desse jeito decida resolver o resto dos milhares de outros aspectos da sua existência finita. O resto, bem, o resto é o resto. O amor não é resto; é máquina de pipoca com defeito, produzindo quantidades exageradas de pipoca; é coca-cola de 100 litros, barras de chocolate quilométricas e romances piegas no cinema com 1 zilhão de finais felizes, e sem donzelas que morrem no final, claro.